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Dia da Prematuridade: saiba mais sobre os estudos e a atualização médica relacionado ao tema

Celebrado em mais de 50 países, o Dia Mundial da Prematuridade (World Prematurity Day – WPD), em 17 de novembro, foi instituído em 2008 para promover o reconhecimento da prematuridade como problema de saúde pública e aumentar a conscientização sobre os desafios enfrentados por bebês prematuros, suas famílias e a medicina.

De acordo com um estudo realizado pela Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância – a gestação na adolescência, a falta de cuidados pré-natais, o tabagismo, a obesidade e a desinformação são alguns dos desencadeadores da prematuridade. Dados do Ministério da Saúde revelam que cerca de 300 mil bebês nascem anualmente com menos de 37 semanas de gestação. A prematuridade é responsável por 53% dos óbitos registrados no país pelo Ministério da Saúde no primeiro ano de vida dos bebês.

Qualquer nascimento que ocorra após as 20 semanas de gestação e antes das 37 semanas completas é considerado prematuro. E já se sabe que quanto menor a idade gestacional, mais grave e mais complexo é o tratamento do recém-nascido na UTI neonatal.

Dados preliminares do Sistema Nacional sobre Nascidos Vivos (SINASC) e também da Fiocruz, mostram que, em 2019, aqui no Brasil, ocorreram 313.937 partos prematuros, o que representa 11% do total. Tais números deixam o Brasil no 10º lugar no ranking da prematuridade, ficando atrás de países como a Índia, China, Nigéria e Paquistão. Estes dados são do estudo Born Too Soon, promovido pela ONG americana March of Dimes.

Riscos da prematuridade

Bebês prematuros, representam de 5 a 18% dos nascidos vivos em 184 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre estes nascidos, aproximadamente um milhão de crianças morre anualmente devido a complicações do parto prematuro. A prematuridade é a principal causa de óbito em crianças menores de cinco anos.

Os que sobrevivem enfrentam uma vida inteira de desafios, incluindo dificuldades de aprendizagem, podendo apresentar problemas visuais e auditivos, além de paralisia cerebral. O parto prematuro exige uma série de cuidados. Além de uma estrutura assistencial, é preciso disponibilizar capacidade técnica diferenciada e equipamentos específicos.

A prematuridade como uma das principais causas de mortalidade infantil tem sido estudada em diferentes países, e alguns fatores de risco já são conhecidos, como as alterações placentárias ou do colo do útero, infecções maternas (como a urinária), líquido amniótico de volume aumentado ou diminuído, hábito de fumar, estado nutricional, ausência de pré-natal, idade materna abaixo de 20 anos ou acima de 40. No entanto, na maioria dos casos, a causa ainda é desconhecida.

Os bebês prematuros precisam de atenção especial e são mantidos em períodos longos de internação e observação hospitalar. Necessitam de suporte familiar e médico integral. Os cuidados intensivos e especializados da equipe multidisciplinar envolvida nas UTI neonatais e os avanços tecnológicos são determinantes para consigam superar o período neonatal de risco.

Os cuidados certos, no momento certo e no lugar certo podem fazer toda a diferença. De acordo com o relatório “Survive and Thrive: Transforming care for every small and sick newborn” (Sobreviver e prosperar: transformando o cuidado para cada pequeno recém-nascido doente), entre os recém-nascidos com maior risco de morte e incapacidade estão aqueles com complicações relacionadas à prematuridade, lesão cerebral durante o parto, infecção bacteriana grave, icterícia e/ou condições congênitas.

Além disso, o custo financeiro e psicológico para suas famílias pode ter efeitos prejudiciais sobre seu desenvolvimento cognitivo e emocional. O relatório revela também que sem tratamento especializado, muitos recém-nascidos em risco não sobrevivem ao primeiro mês de vida. Com estratégias mais inteligentes, como o cuidado da mãe e do bebê durante o trabalho de parto e o nascimento, a equipe de saúde é capaz de identificar problemas precocemente.

Covid-19 e prematuridade

Por causa do confinamento causado pela pandemia do novo coronavírus, o número de partos prematuros têm registrado queda, como mostra o artigo “Confinamento pela pandemia de COVID-19 e diminuição acentuada da taxa de partos prematuros”, publicado no Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), que reúne dados de vários estudos. Por outro lado, relatório da Unicef revela que interrupções nos serviços de saúde infantil e materna devido à pandemia estão colocando milhões de outras vidas em risco.

O relatório mostra que países em todo o mundo estão enfrentando interrupções nos serviços de saúde infantil e materna, como exames de saúde, vacinações e cuidados pré-natais e pós-natais, devido a restrições de recursos e um mal-estar geral com o uso de serviços de saúde devido ao medo de pegar Covid-19.

Em maio deste ano, uma análise preliminar da Universidade Johns Hopkins mostrou que quase 6 mil crianças a mais poderiam morrer por dia devido a interrupções relacionadas à Covid-19.

Para auxiliar profissionais de saúde e familiares de bebês prematuros, a ONG Prematuridade oferece suporte psicológico online nesses tempos de pandemia.

Atualização em Medicina Fetal

Cuidar da saúde da mãe e do bebê é essencial para um parto seguro, sem complicações, diminuindo os riscos de prematuridade. Nesse cenário, o trabalho e acompanhamento médico são sempre essenciais e é importante que esse profissional de saúde esteja sempre atualizado na área.

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