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BCG x Coronavírus, uma batalha que já começa com história

BCG x Coronavírus, uma batalha que já começa com história

 

Nesta quarta-feira, dia 1º de julho, é comemorado o Dia Nacional da Vacina BCG (Bacilo Calmatte-Guérin).

Criada há quase um século pelos pesquisadores por Léon Calmette e Alphonse Guérin, a partir de uma bactéria responsável por desencadear mastite tuberculosa bovina, a Mycobacterium bovis, a vacina contra a tuberculose foi um grande marco na saúde do mundial.

A primeira utilização da BCG, feita em uma criança recém-nascida de mãe que apresentava tuberculose, foi em 1921.

No Brasil, ela começou a ser usada no final da década de 1920, mas apenas, em 1976, foi incorporada no calendário nacional de vacinação e, normalmente, é aplicada ainda nos primeiros meses de vida.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, em países com incidência de tuberculose, estima-se que o programa de vacinação previna, anualmente, cerca de 40 mil casos de meningite tuberculosa.

Atualmente, com a pandemia, a vacina BCG tem sido objeto de diversos estudos científicos que analisam sua eficiência também no combate da infecção pelo novo coronavírus

VACINA BCG x CORONAVÍRUS

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, médicos e pesquisadores de diversas áreas da saúde, por meio de estudos científicos e análises clínica dos pacientes com a Covid-19, procuram compreender a ação do novo vírus no corpo humano.

Por sua transmissão em seres humanos ser muito recente, ainda não se tem a real noção do efeito do Sars-CoV-2 a longo prazo ou mesmo um conhecimento completo da relação de fatores que fazem com que vírus seja mais agressivo em alguns pacientes do que em outros.

Por enfrentarmos uma situação de pandemia, o cenário para estudos e pesquisas é vasto, o que influencia positivamente na dinâmica e atuação dos médicos e pesquisadores em busca de dados científicos sobre a COVID-19, suas causas, tratamento e prevenção. 

Já se sabe dos principais fatores de risco – diabetes, hipertensão, idade avançada, pessoas com baixa imunidade, obesidade, cardíacos -, e em vários lugares do mundo, pesquisadores e profissionais da saúde direcionam seus estudos a fazerem relações entre ambiente, rotinas de saúde e imunização que possam ser relevantes no entendimento do novo coronavírus e até direcionarem caminhos científicos para criação de remédios e vacinas.

Entre esses estudos, a vacina BCG tem sido um dos temas mais recorrentes recorrente de análise, no qual cientistas relacionam às infecções por Sars-CoV-2 em populações amplamente vacinadas serem menos recorrentes que as não imunizadas.

PESQUISAS DA BCG NA PANDEMIA

No Departamento de Bioquímica e Imunologia Instituto de Ciências Biológicas da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, uma pesquisa em fase inicial, feita em parceria da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto Butatan está analisando se a bactéria usada na vacina contra a tuberculose produza também a proteína do vírus Sars-Cov-2.

O artigo “As vacinas já existentes podem prevenir o COVID-19?” publicado na Science faz um paralelo em relação não só a BCG, mas a outras vacinas, como a poliomielite, ajudarem a reduzir a incidência de outras infecções, inclusive a infecção pelo novo coronavírus.

Um preprint, “A Correlação entre a política universal de vacinação BCG e redução de morbimortalidade para a Covid-19, um estudo epidemiológico”, publicado da Medrxiv, um portal ligado à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que traz diversos artigos da área médica que estão para ser publicados, apresenta um estudo feito pelo Departamento de Ciência e Biomedicina do New York Institute of Technology.

Esses são apenas alguns dos estudos que trazem a temática da BCG e o novo coronavírus. Nenhuma pesquisa ainda trouxe uma conclusão definitiva sobre o assunto, mas todas apontam para essa correlação e a indicação de aprofundamento nos estudos para eliminar possíveis viés.

A ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, BRAGID – Grupo Brasileiro de Imunodeficiências e a JMF – Jeffrey Modell Foundation Brasil emitiram um posicionamento sobre essa temática.

No posicionamento, as instituições reafirmam que as pesquisas, pela novidade dos fatos, ainda são inconsistentes e que por isso o protocolo de vacinação da BCG segue normal, conforme a programação nacional de imunização.

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