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A ARTE DE ENSINAR

 

Dr. Carlos Stéfano Hoffmann Britto é membro da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia e do Colégio Brasileiro de Radiologia, atua como coordenador do Departamento de Ecografia Vascular da SBUS e é presidente da Associação Mineira de Ultrassonografia, tem um compromisso com a qualidade científica e educação continuada do médico ultrassonografista e é parceiro da Meddco.

Nos últimos 25 anos, o médico mineiro tem ensinado milhares de médicos do país por meio de cursos, congressos e jornadas regionais relacionados à Ultrassonografia. Para ele, a arte de ensinar é algo nato, um dom que vem sendo desempenhado desde os seus 27 anos como se fizesse parte de sua missão de vida. 

Para ele, os cursos digitais, como podem ser encontrados aqui na plataforma da Meddco, são essenciais principalmente pela praticidade proporcionada ao médico por poder fazer o curso de acordo com sua agenda, seja onde estiver.

Nesta entrevista exclusiva, Dr. Carlos ainda fala sobre o que é imprescindível na formatação de um conteúdo digital para cursos à distância, como ele percebeu a importância desse formato de curso, o aumento da procura pelo digital em tempos de pandemia e traçou o perfil de quem procura as salas de aula on-line para manter o aperfeiçoamento profissional em dia.

 

  1. Com 25 anos de experiência como professor na área médica, quando foi o momento e  o seu despertar para a importância de transformar o conteúdo das aulas presenciais para o formato digital?

R: Desde sempre. Lembro quando eu comecei a aprender a Ultrassonografia, fazendo estágio, estudando nos livros e a experiência de participar do primeiro Congresso de Ultrassonografia. Lá eu pude assistir às aulas maravilhosas de professores, não só renomados, mas que sabiam ensinar, que transformavam aqueles conhecimentos em uma forma simples de aprender. Tudo isso me deixava muito empolgado e deixava uma vontade de ter acesso àquelas aulas para poder assistir duas, três, quatro, cinco vezes e apreender mais os detalhes, pois assistíamos uma aula, no dia seguinte metade daquilo já era esquecido, uma semana depois 90%. Então, diante dessa necessidade, as aulas, naquela época, começaram a ser vendidas em fitas VHS. Me lembro até hoje que juntava o dinheiro para comprar e assistia várias vezes. E desde então, essas possibilidades só foram crescendo e fortaleceu-se ainda mais quando recebi o convite da Meddco para gravar um curso completo, nós vimos o quanto de pessoas que podemos ajudar, porque em comparação com os congressos, que é uma aula de tempo restrito e às vezes você tem que suprimir detalhes e informações, o modelo de curso gravado nos permite fazer ao invés de uma aula de 20 minutos, produzir três aulas de 20 minutos ou muito mais. Foi uma grande conquista e um grande avanço a parceria com a Meddco.

  1. Hoje, diante da pandemia, o mundo digital ficou cada vez mais acessível e acessado. Qual é a sua percepção desse novo momento do ensino?

R: Com a pandemia, fomos obrigados a partir para o mundo virtual. O Congresso Brasileiro de Ultrassonagrafia do ano passado, realizado em agosto, aconteceu no formato 100% digital e foi um sucesso. Fizemos aulas de altíssimo nível com muitas pessoas participando de várias regiões diferentes e aprendemos muito com isso. Importante destacar que, mesmo diante dessa digitalização, ainda é importante o complemento do curso presencial, sendo fundamental para ser ensinado algumas técnicas na prática. A junção desses formatos é perfeita. Ao invés do aluno ficar cinco dias assistindo aulas teóricas e depois as práticas de forma presencial, ele pode ficar dois, três dias assistindo a teoria on-line e depois é aplicada uma aula mais resumida, possibilitando o aluno de aproveitar mais as aulas práticas. E a maior vantagem do curso digital é a oportunidade do aluno poder assistir às aulas de novo e tirar todas as dúvidas que ficaram. Exemplo: no último curso que realizei no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, os alunos assistiram às aulas gravadas aqui no site Meddco, e chegaram para o curso presencial já com uma base muito boa. Com isso, foi possível em três dias abordarmos um universo muito grande, que geralmente demoraria uns 15 dias para falar de assuntos como carótidas vertebrais, arterial de membros inferiores, venoso de membros inferiores, pesquisa de TVP, mapeamento de varizes. Essa junção do digital com o presencial foi um crescimento muito grande para o curso.

  1. Sabemos que a formação médica é constante. As atualizações, devido ao avanço da ciência, são cada vez mais rápidas. De que forma os cursos on-line colaboram para que os profissionais de saúde possam acompanhar essas mudanças?

R: A quantidade de informação para o médico é impossível de caber em um cérebro humano. A gente estuda, esquece, lê, aprende de novo, lembra, esquece de novo, lembra. Assim, passamos a vida inteira estudando diariamente. Com essa multiplicação das informações com o mundo virtual e os números de publicações cada vez maiores, fica impossível acompanhar tudo. Então, é muito bom a gente pegar um conteúdo que foi resumido pelo professor no propósito de otimizar o tempo como fazemos nos cursos da Meddco.

  1. Quais são as características mais latentes que precisam ser evidenciadas na formação dos conteúdos das aulas on-line?

R: As aulas online precisam passar por uma revisão sistemática de todo o conteúdo que vai ser apresentado, sempre atualizando os avanços e as novas informações conquistadas nas técnicas ensinadas. Por exemplo, para fazer um curso de ultrassom de carótidas e vertebrais com Doppler, temos que rever a anatomia, fisiologia, os conceitos básicos do Doppler, onda de fluxo. Depois, estudamos as patologias, as estenoses carotídeas, as oclusões, as outras patologias menos comuns e passamos por uma revisão da importância daquele método diagnóstico para depois reproduzir as informações para os alunos. Por exemplo, qual o impacto? Por que esse ultrassom é importante? Por que esse clínico pede este ultrassom? No caso das carótidas vertebrais, por exemplo, a maior causa de AVC e as consequências são estenose carótida, placa aterosclerótica, placa traumatosa e artéria carótida interna, levando aos AVCs, por tromboembolismo dessa placa ou por oclusões arteriais. Então, é importante que quem estiver aprendendo esse novo método, saiba do impacto que esse diagnóstico vai ter nas vidas dos pacientes e não só executá-lo. O médico precisa saber também as principais indicações e o porquê daquele exame. 

  1. Qual é o perfil dos seus alunos dos cursos à distância?

R: Até agora o que eu tenho percebido é o perfil mais variado possível, a gente tem desde recém-formados na residência, ou ainda residentes, até médicos com anos de profissão, que estão buscando aprender uma modalidade nova como aquele médico ultrassonografista há 30 anos, que faz ultrassom obstétrico, abdominal, mas que agora que aprender o vascular. Muitas vezes, o que motiva a procura pelos cursos pode ser um anseio pessoal, pela alegria de aprender uma área nova e principalmente pela necessidade, pois a procura por exames de ultrassonografia cresceu tanto que as solicitações desse tipo de procedimento virou prioridade nas clínicas ou nos hospitais. Diante do aumento dessa demanda, o profissional precisa aprender esse método para atender o que as pessoas procuram. Como geralmente, devido à agenda cheia, ele não pode ficar quinze dias fora do seu trabalho, muitos optam pela compra do curso online para assistir e se aperfeiçoar no dia e horário que escolher. 

 

Para acompanhar os detalhes dos cursos online do Dr. Carlos Stéfano Hoffmann Britto, clique neste link https://www.meddco.com.br/listagem-de-cursos/. Saiba mais detalhes sobre os cursos pelo perfil do Instagram @drcarlosstefanobritto. Mais informações pelo WhatsApp (31) 8799-0405.

Confira a agenda de cursos presenciais

Cursos de Biópsia de mama, próstata e tireoide.

De abril a novembro de 2021

Doppler Venoso (pesquisa de TVP de MMII e MMSS, mapeamento de varise.

De 20 a 22 de maio

Doppler Abdominal

De 15 a 17 de julho

Doppler de Caróticas e vertebrais + arterial de membros superiores e inferiores

De 16 a 18 de setembro

Doppler de carótidas e vertebrais

De 12 a 13 de novembro

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